quarta-feira, 22 de junho de 2011

Senso comum de baixar custos

Esse senso comum organizacional está errado! Os custos caem como consequência indireta de outras decisões - como no efeito da borboleta que bate as asas de um lado do mundo e provoca um terremoto no outro.

"Sete lições contra o senso comum":

  1. Gerir valor, não custos - muitos assumem que melhorar o serviço para o cliente aumenta os cutos;
  2. Pensar em economia de fluxo, não de escala - em economia de escala é gerado grande desperdício: os clientes voltam uma vez ou outra, exigindo que seus desejos sejam satisfeitos e em conomia de fluxo, a empresa aplica continuamente novas idéias que aportem valor para se acomodar às exigências da demanda.  
  3. Pensar em custo total, não unitário - os custos na transação só reflete o nível de atividade e não diz nada sobre criação de valor.
  4. Estudar antes de planejar - os gestores devem experimentar o que funciona e depois planejar.
  5. Colocar o cliente à frente da hierarquia organizacional - são os clientes, e não o líder ou os colaboradores de maior escalão, quem define o propósito da organização e como criar valor.
  6. Tomar decisões no campo de ação - para favorecer o aprendizado exigido para atender uma demanda oscilante.
  7. Arregaçar as mangas para gerir - a tarefa do gestor é fornecer os recursos necessários para que sua equipe cumpra as tarefas.
Fonte: Leia na íntegra a reportagem: Revista HSM Management - Maio/Junho 2010 - pág. 10
  

terça-feira, 21 de junho de 2011

A inovação entre as gôndolas

Presidente da Associação Paulista de Supermercados afirma que o índice de vendas de cada empresa deve sinalizar o momento de investir em inovação


O setor de supermercados é um dos mais presentes na vida dos consumidores e onde ele consegue observar as inovações com maior rapidez, quase em tempo real. Segundo informação da Associação Paulista de Supermercados, em 2010 o setor faturou cerca de R$ 61,3 bilhões, o equivalente a 30,4% do volume nacional. No Brasil são cerca de 81.128 lojas, que geram cerca de 920 mil empregos diretos.
O presidente da APAS, João Galassi, respondeu a Pequenas Empresas & Grandes Negócios algumas perguntas sobre a inovação nesse segmento.

1) Quais medidas os estabelecimentos do segmentos tomam para se atualizar com as necessidades do consumidor?
As empresas de supermercados têm um dinamismo próprio para estar em sintonia com o consumidor. Geralmente têm seus próprios meios de comunicação com seus clientes e recebem muito feedback. Por outro lado, buscam informações na mídia especializada, como a revista SuperVarejo, e recebem informações da APAS, que contrata pesquisas das principais empresas desse setor. Além de divulgar na SuperVarejo, a APAS disponibiliza esses estudos no Portal APAS e todos têm acesso. A APAS 2011 teve como tema “Inovação: simplificando a vida do consumidor” também como forma de promover o debate em torno dessa necessidade.

2) Há alguma mudança na postura do consumidor que requer inovação? O que antes o consumidor pedia e hoje não pede mais? E o que hoje ele pede e antes não pedia?
O consumidor demanda inovação a todo instante, pois a acirrada concorrência faz com que ele seja valorizado cada dia mais e essa consciência de seu papel de protagonista do varejo ele manifesta claramente nas exigências que faz. A pesquisa Tendência do Varejo que anualmente a APAS apresenta, aponta algumas coisas que passaram a ser incorporadas como naturais, como a loja limpa, a qualidade, o frescor dos produtos e o atendimento. O que o consumidor mais demanda hoje é um mix variado de produtos, ou seja, ele está disposto a experimentar produtos e serviços novos.

3) Como o setor de supermercados mantém o contato com o consumidor para entender quando é necessário uma postura inovadora? Que tipos de sinais o cliente dá nesse sentido?
Estudos e pesquisas exclusivas das empresas de supermercados apontam essa demanda, mas também a concorrência sinaliza a todo instante o que cada investidor deverá fazer para se manter vivo no mercado. O índice de vendas de cada empresa é um sinalizador de que momento deve-se investir em inovação.

4) Em relação ao mercado, que postura o segmento dos supermercados deve assumir para não ficar para trás?
Estar atento às mudanças do mercado, do padrão de comportamento dos consumidores em geral e dos seus clientes em particular e buscar informações em fontes corretas, além de aprimorar sua tecnologia, a fim de ter disponíveis, a qualquer momento, relatórios confiáveis que vão auxiliar a gestão do negócio.

5) Em relação ao layout dos estabelecimentos, há alguma tendência que busca atender melhor o cliente? Se sim, qual é ela?
O layout é uma característica particular de cada empresa, mas o que se pode apontar como tendência é a loja de proximidade, ou seja, as empresas buscam cada vez mais entender o seu consumidor e passam a oferecer produtos e serviços que vão proporcionar a ele o atendimento de suas necessidades cotidianas, não tendo de se deslocar para distâncias maiores para se abastecer. Com essa orientação, é possível ter um mix de produtos ajustado para as necessidades de uma vila, um bairro, uma vizinhança em um pequeno espaço, inclusive com baixo custo operacional.


6) Em termos de produtos oferecidos, a gama mudou nos últimos tempos? Existe uma tendência para os próximos anos?
De um modo geral, a indústria de produtos de largo consumo lança todo ano no Brasil, conforme levantamento da Nielsen, algo próximo de 18 mil itens – e 14 mil itens saem de linha. Na prática, cerca de quatro mil novos itens entram nos supermercados a cada ano. Por isso a necessidade de segmentar e conhecer o público que vai atender, para oferecer o que ele está disposto a comprar.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mark-Up ou MarkDown?

O popular 'mark-up', faz a marcação do preço de venda tendo o custo como elemento base da formação do preço. Para entender vamos supor que um produto custa R$ 10,00 CIF, e você deseja aplicar o 'mark-up' de 30% então, aplicamos o fator 1,3 (R$ 10,00 x 1,3 = R$ 13,00), chegamos no preço de venda de R$ 13,00.
Se temos o custo R$ 10,00 CIF e o preço de venda a R$ 13,00, sabemos então que o 'mark-up' é de 30% e o fator pode ser encontrado a partir dos 2 valores (R$ 13,00 / R$ 10,00 =) 1,3 ou a partir do percentual (30 / 100 + 1) = 1,3.

Mas, o mais importante é entendermos que o supermercado vive desta diferença, entre o CUSTO e o PREÇO DE VENDAS, onde tem-se a MARGEM que nada mais é que a diferença entre o CMV e o preço de venda, que no exemplo anterior o valor é de R$ 3,00.
Na margem temos três elementos básicos e universais:
  • impostos da venda,
  • custo operacional e
  • lucro.
Esses três elementos da margem que incidem sobre o valor da venda. No exemplo anterior: sobre R$ 13,00 e não incidem sobre o valor do custo: no exemplo anterior R$ 10,00. Portanto, é errado calcular a margem sobre o valor do custo, pois, se observarmos os elementos da margem incidem sobre o valor da venda.

O lucro sempre foi calculado sobre o valor da venda e nunca existiu lucro sobre o custo. Portanto, é incorreto usar o 'mark-up', pois, sendo ele calculado sobre o custo, não permite encontrarmos o valor dos impostos da venda, o custo operacional e principalmente o lucro. Logo, precisamos encontrar a margem sobre o valor da venda, ou 'markdown' ou simplesmente 'margem' ou ainda Margem Bruta (MB), e para isso basta (CMV-custo da mercadoria vendida : preço da venda - 1 x 100).

Usando os dados do exemplo acima e, supondo que o produto tenha a ICMS/ST, precisa-se encontrar o CMV do custo (valor negociado - créditos de PIS/COFINS) + ICMS/ST.
Quando retira-se os impostos da venda da margem bruta, temos a Margem Líquida ou Margem de Contribuição ou também chamada de Margem Operacional, onde contém o custo operacional e o lucro.
Se representarmos o Preço de Venda R$ 13,00 como 100% de um conjunto, e se temos a Margem Bruta em 26%, temos o CMV em 74%.

Com o 'mark-up' jamais será possível fazer esta abertura do preço de venda, porque é calculado sobre o custo do produto (custo da NF), por isso é considerado um cálculo errado.
Todavia, ainda sabemos que no mercado existe aqueles que fixa a margem que pré-defini um percentual, geralmente sem nenhuma base, utilizando da imaginação de quem a usa ou a partir de um costume que ninguém sabe quem a inventou. Muito usado em alguns supermercados de baixo comércio que usa o 'mark-up'. Transforma-se a Margem numa 'taxa', olha para o produto e imagina que ele tem que ser.

É a principal causa da baixa lucratividade do comércio, 'sangra' o comércio constantemente impedindo - o de absorver ganhos na compra e na redução do custo operacional.
Por exemplo, ele compra um produto por R$ 10,00 e aplica 'mark-up' de 30%, chega ao preço de venda a R$ 13,00. Se comprar a R$ 8,00 irá aplicar o mesmo 'mark-up' e terá o novo preço de venda a R$ 10,40. Ganhou na compra (R$ 10,00 - R$ 8,00=) R$ 2,00 e repassou (R$ 13,00 - R$ 10,40=) R$ 2,60, ou seja, repassou 130% do que ganhou, por isso é que 'sangra' o comércio constantemente.

Precisamos entender que não podemos fixar margem porque é o mercado que dita o preço, e que devemos negociar melhor as margens aplicadas e os custos junto aos fornecedores.
É importante entender que o MIX e margem devem ser bem administrado pela participação no setor e este é o caminho mais correto.

Fonte: http://www.sebraepr.com.br/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O que permite o método PDCA?

  • A participação de todas as pessoas da empresa em seu efetivo gerenciamento;
  • A uniformização da linguagem e a melhoria da comunicação;
  • O entendimento do papel de cada um no esforço empresarial;
  • O aprendizado contínuo;
  • A utilização das várias áreas da ciência para a obtenção de resultados;
  • A melhoria da absorção das melhores práticas empresariais.
O PDCA (Planejamento, Execução, Verificação e Ação) transforma uma organização numa escola, pois, a busca por resultados é paralela à busca do conhecimento.

Fonte: Livro O Verdadeiro Poder - Autor: Vicente Falconi

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Como montar um escritório verde?

Todo mundo sabe que o meio ambiente está em crise. Vejamos algumas dicas para tentar minimizar os efeitos do aquecimento global e da poluição.

Área externa:
  • Janelas favorecendo a iluminação natural, reduzindo o consumo de energia elétrica e melhorando as condições de trabalho;
  • Instalação de sensores de presença para acionar as luzes de locais menos movimentados, como garagens e escadas;
  • Cobrir o telhado e as paredes com plantas ajuda a resfriar o interior do prédio e a economizar com o ar-condicionado;
Salas e escritórios:
  • Canecas substituem os copos descartáveis; 
  • Caixas sob as mesas servem para coleta de papel usado;
  • Torneiras de pressão ou acionadas por sensores ajudam a reduzir o consumo de água em até 40%. 

Fonte: Revista Brasileira de Administração
Link: http://www.rbaonline.org.br/arquivos/adm_notindividual_n.phpp=adm_notindividual_n.php&id=388&tit=SaladeImprensa&id=388
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por que falhamos na Gestão?

Porque não colocamos as metas certas;
Porque não fazemos planos de ação;
Porque não executamos completamente e a tempo, os planos de ação;
E, porque podem ocorrer circunstâncias fora do controle.

Na maoria das vezes, os problemas nas organizações estão na incapacidade de satisfazer as necessidades dos clientes, colaboradores, acionistas e da sociedade.

Fonte: Livro O Verdadeiro Poder. Autor: Vicente Falconi

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O que conta mais: Formação ou Informação?

Pessoas nascidas até a penúltima década do século passado, atribuíam à formação requisito indispensável para a conquista de bons empregos e ganhos.

Mas, os tempos mudaram e atualmente ter uma boa formação superior conta, mas sozinha ela já não garante o sucesso profissional. O foco mudou da formação para informação. 

O conceito agora é outro, a pessoa que busca uma boa colocação no mercado precisa, também, de muitas e boas informações. Uma boa formação pode até abrir algumas portas no mercado de trabalho, mas é preciso também ter cultura geral admirável para que o candidato conquiste as melhores posições.  

O caminho para o sucesso é pavimentado com formação e informação de qualidade.